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METROPOLITANOS
Show Livre
18/12/2002
 
Virginie vive feliz com seu marido e suas duas meninas, hoje em Maputo, em Moçambique. Dany é cineasta, trabalha com trilhas e também atua. Yann trabalha com música, inclusive produziu Otto.

Tudo seguia lindo, mas algo estava incompleto em mundos tão diferentes, mas ao mesmo tempo ligados. Os três fazem parte da banda Metrô, um ícone pop dos anos 80, que saiu de cena há quase uma década e meia.

Geograficamente distantes, Moçambique, Rio de Janeiro e São Paulo, mas havia algo a ser concluído. Como disse Dany, “Estávamos devendo esse disco a nós mesmos”.
Tudo começou num encontro entre Dany e Yann, no qual puseram as histórias em dia e partiram para um novo capítulo musical das suas carreira. Listaram e começaram a pesquisar tudo que gostavam de ouvir e tocar. “Tudo aquilo que batia no nosso coração, tudo que nos fazia ficar arrepiados”. Era o começo de um repertório rico de sons, gêneros e influências, que resultaria no novo disco Déjà-vu. Lembranças, mas sem a cara de saudosismo. Referências sem sentimento de cópia. Sensibilidade. Simplicidade.
“A experiência, o passar dos tempos, nos trouxe a simplicidade”, arremata Danny.
O encontro de todos foi mágico. Cheio da emoção do reencontro de amigos e da afinidade.
Virginie confessa a emoção do reencontro com Dany. “Peguei o avião, o ônibus, aquela paisagem costeira do Rio, bati na porta do Dany, e estava ansiosa para reencontrar todos!”.

Gravações em um só take. Sem overdubs, sem edições mirabolantes. Virginie gravando a capela. Os convidados foram chegando e dando sua participação. Preta Gil, Nelson Jacobina e Bruno Leite na versão para “Aquarela do Brasil”. Segundo Dany, “Virginie começou a cantarolar a música, e gravamos. Nós TINHAMOS de trabalhar a versão que ela criou”. A versatilidade, carisma, disposição e o talento de Virginie são fatos, sempre lembrados. E ficam claros no disco.
A dupla Yann e Dany costuraram as bases, gravaram vozes e e intervenções – as vozes e o coro de criança em “Achei bonito”, captadas em Cariri, no Ceará, em 1995 -, tocaram instrumentos e se divertiram.

Tem músicas de Herbert Vianna, a balada “Mensagem de amor”. Uma roupagem mais moderna para “Que nega é essa?” de Jorge Ben, Arto Lindsay em “Resemblances”, sambinha de Ataulfo Alves em “Leva meus samba”, com participação de Jorge Mautner cantando e tocando o violino; uma releitura para o jazzista Charlie Haden em “Silence”, uma regravação que Yann queria muito. E por falar em querer, Virginie canta “Coração vagabundo” de Caetano desde seus 13 anos.

“Missing you” lembra Saint Etienne. Uma balada, uma canção de ninar. Yann gravou a música com a cantora belga Laurence Marien em 1991. Virginie criou um novo clássico, usando da sua voz, que costuma gravar à capela, sem acompanhamentos.

E temos muito Metrô. Ainda bem. “Johnny Love”, gravado em uma tarde, mais densa e balada do que nunca. “Beat acelerado”, o primeiro hit da banda, gravado na sua versão bossa nova, que é a idéia original da música. Participação de Lucas Santana. “Sândalo de dândi” mais doce que nunca. “...pensando em Belle & Sebastian”, como disse Danny.

Como brinde, quatro remixes de “Coração vagabundo”, “Beat Acelerado”, “Achei bonito” e “Déjà-vu”.

Como presente, um novo trabalho do Metrô.
 

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