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METRÔ, MISSÃO PARTE 2
do Jornal de Brasília
Dez/2002
 
Novo disco da banda não traz exatamente replays para os sucessos, mas releituras com algumas participações especiais.
 
Muita água já rolou dos tempos em que o Metrô emplacava os topos de lista das emissoras até os dias de hoje: nada menos que 17 anos, período suficiente para crescer uma nova geração. À sua maneira, eles cresceram na vida e aí estão em um imprevisível lançamento: o CD Déjà Vu, expressão francesa utilizada para definir aquelas coisas que a gente sente que já viveu, mas não sabe quando.

Do Metrô daquele tempo, comparecem para este lançamento a vocalista Virginie – atualmente morando em Maputo,  Moçambique – e os multiinstrumentistas Dany e Yann. Para a Trama, foi mais que suficiente – tanto que o que seria quase uma jam session para os amigos virou petisco para mais gente. Nem de longe pense que isso é uma volta do Metrô. "Quem quer voltar é a indústria", atenta Yann, a quem muitos anos de estrada ensinaram que o movimento real é o de ida. Daqueles anos 80, vieram Sândalo de Dândi, Beat Acelerado e Johnny Love, todas com arranjos totalmente diferentes.

Eis aí o diferencial a se saborear em Déjà Vu: o desprendimento com que Dany, Yann e Virginie se atiraram às releituras. Tem Herbert Vianna (Mensagem de Amor), Jorge Ben Jor (Que Nega é Essa?), Caetano (Coração Vagabundo) e, sem limites para ousar, até Ary Barroso (Aquarela do Brasil, com Preta Gil), Arto Lindsay (Resemblances), Ataulpho Alves (Leva meu
Samba, com participação de Jorge Mautner) e Saul Chaplin (Everyone is Wrong But Me).

Da formação original, Alec e Zaviê não participam desse Déjà Vu. Os tempos são outros, e tanto Virginie quanto Dany e Yann não estrelam repetecos. Degustam novos dias, leituras sem idade.

Déjà Vu. Lançamento Trama. Preço sugerido: R$ 22.
(Chico Neto)
  

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