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DÉJÀ VU
Isto É - Gente
Edição 177
 
 
Metrô ganha bossa e faz bonito em novo CD com adaptações de clássicos da MPB
 
O passar das décadas fez muito bem aos músicos do Metrô. Na esteira das reedições do pop rock nacional, o grupo que nos anos 80 estourou com “Beat Acelerado” reencontra-se em Déjà Vu, produção independente distribuída pela Trama. O álbum é assinado por Virginie, Dany Roland e Yan Lao. Da formação original, Zavie participa de algumas faixas, e Alec ficou de fora. Mas os arranjos são agraciados com participações para lá de especiais de Preta Gil, Lucas Santtana, Otto, Bebel Gilberto, Jorge Mautner e Nelson Jacobina, estes em deliciosa versão de “Leva meu Samba”, de Ataulfo Alves.
 
Com repertório eclético, gosto refinado e cheio de citações, Déjà Vu faz uma revisão estilística de sucessos dos anos 80. Empresta um tom drum’n’bossa a “Beat Acelerado”, e produz ótimas versões de “Resemblances”, de Arto Lindsay, “Coração Vagabundo”, de Caetano Veloso, “Mensagem de Amor”, de Herbert Vianna, e “Que Nega É Essa?”, de Jorge Ben, com base eletrônica e picks ups somados à balada acústica do violão.

“Sândalo de Dandi”, de Yan, Alec e Tavinho Paes, guarda uma aura anos 80, mas em geral o CD está antenado com as tendências dos 90. O Metrô capricha nos samplers, dá acento eletrônico à música regional e apropria-se de trechos do cancioneiro popular brasileiro em “Achei Bonito” e “Déjà Vu”. Em meio a tantos acertos, há pequenas dissonâncias: como arrematar com remixes de canções do mesmo álbum. Soa meio déjà vu. Beat suavizado
(Paula Alzugaray)

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