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SUCESSO DOS ANOS 80 ESTÁ DE VOLTA
Diário da Tarde
26/12/2002
 
 
Nos anos 80, muita gente dançou ao som do grupo Metrô. Canções como Beat Acelerado e Johnny Love não paravam de tocar nas rádios, mas o tempo passou e ninguém mais ouviu falar da banda. Agora com o revival dos som dos grupos daquela época, o Metrô está de volta com o CD Metrô/Déjà Vu. O disco mistura velhos sucessos da banda e algumas canções que seus integrantes gostavam de tocar.

Depois da repercussão de Olhar (1984), o Metrô iniciou uma maratona de shows e acabou no ano seguinte. Segundo a cantora Virginie, o grupo foi atropelado pelo sucesso. "A gente fazia show de terça a domingo. Ficamos meio perdidos
com a velocidade das coisas e infelizes", comenta. Virginie se casou com um francês e foi morar na França. Dany continuou no Rio de Janeiro e Yann passou a viver entre São Paulo e Ilhabela.

Yann foi passar uns dias no Rio de Janeiro e retomou o trabalho de composição com Danny. Os dois mandaram o material para Virginie que se animou em fazer um disco novo. "Arrumei as malas e vim para o Brasil com meu marido e minha filha", conta a cantora. Virginie diz que todo trabalho de produção do disco foi muito prazeroso. Segunda ela, a banda se afinou de tal maneira que parecia nunca ter parado de tocar.

Segundo Dany, a idéia foi fazer um disco bem caseiro. "Fizemos tudo de forma bem descontraída e todos os convidados são nossos amigos", comenta o músico.Um desses amigos é o cantor Otto que participa da música Déjà Vu, juntamente com o poeta baiano Waly Salomão. Sou fã de carteirinha do Otto. "Trabalhamos junto na trilha sonora no filme Casa de Boneca, de Bia Lessa. O Jorge Mautner (que comparece em Leva Meu Samba) é meu vizinho", argumenta. Além de Mautner, a música tem ainda a participação de Nélson Jacobina na segunda parte.

Jacobina também comparece no violão na música Aquarela do Brasil, que traz a voz ainda de Preta Gil. Nesse clima de total descontração, Dany reuniu a mulher, as filhas, as amigas, a cozinheira e a babá para fazer o coro (as Meninas de Santa Teresa) na música Rapaz da Moda, que foi sucesso na voz de Jair Rodrigues. Na mixagem final da faixa, o grupo inseriu ainda uma
gravação de Paulo Dias e Marcelo Manzatti das Rezadeiras da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário de Fidalgo de MG.

Para Dany, o novo trabalho revela uma amadurecimento do grupo. "Estamos mais afinados. Agora é a música em primeiro lugar. Acho que isso se deve ao nosso amadurecimento pessoal, antes a gente tinha 20 anos, agora somos músicos de 40", comenta. O álbum tem quatro faixas de bônus track: Coração Vagabundo, Beat Acelerado, Achei Bonito e Déja Vu, canções que foram remixadas por DJs.

Virginie conta que a volta do grupo está sendo recebida com muito interesse e se tudo der certo a idéia é reativar a banda. "Estamos fazendo um trabalho de divulgação dos discos para jornais, rádios e televisão e em março devemos retomar os shows", argumenta. A proposta da banda é em 2003 realizar uma turnê pelas capitais brasileiras. "Eu não deixei de cantar, mas estava sentindo falta da sensação de palco", confessa a cantora.
 (Flávia Freitas)
 

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